Páginas

sábado, 14 de janeiro de 2017

“Cordeiro de Deus!”. Comentário semanal do Pe. Cícero Roberto

Ilustração

Ao longo da história, Deus tem escolhido e enviado pessoas para a realização do seu Plano Salvador. ISAÍAS fala de um misterioso "Servo de Deus", escolhido desde o seio materno, com a missão de dar testemunho da Salvação de Deus a todas as nações: "Vou fazer de ti a LUZ DAS NAÇÕES para que a minha Salvação chegue até aos confins da terra” (Is 49,3.5). Para os cristãos convertidos do judaísmo esse "Servo" é identificado como sendo Jesus Cristo.

No Evangelho, João Batista aponta Jesus aos discípulos, como o "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1,29). Essa imagem do Cordeiro lembra o “Cordeiro Pascal imolado no Egito: com o sangue ungia os portais das casas, como sinal de libertação, de proteção divina (Ex. 13, 7.22)”. Na liturgia Eucarística o sacerdote o apresenta dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Jesus é o Cordeiro sacrifical, que substitui os sacrifícios da antiga aliança, cujo sangue derramado na CRUZ é sinal de libertação dos pecados da humanidade.

Não nos enganemos: apesar de batizados, ungidos no Espírito Santo, não estamos livres do pecado. Este está sempre ao nosso lado, vivemos entre a “Cruz e a Espada”. Somos desafiados a manter uma luta constante entre o espírito e a carne, amor e ódio, para nos livrar das ações do mal. Este age nas pessoas através de atitudes, como soberba, egoísmo, inveja, ódio, vingança, injúrias, extorsão, mentiras, rivalidade, embora muitos achem que o termo pecado está fora de moda, ele não existe na vida dos filhos de Deus. Libertamo-nos da força do mal, do pecado, quando tomarmos consciência de pertença ao Reino de Deus, e nos deixando permitir que se realize em nós os sinais da fé: Batismo, Confirmação e Eucaristia.

João Batista termina seu testemunho afirmando: “Este é o Filho de Deus”, (João 1,34). João dá seu testemunho dizendo que não conhecia Jesus. O que ele diz é fruto de sua vivência de fé e do conhecimento das promessas divina, anunciadas pelos profetas. Este deve ser o caminho de fé que todos os cristãos devem seguir: ou seja, devem falar apenas aquilo que vimos e experimentamos na fé. Assim como Deus precisou do testemunho de João, no passado, hoje também, precisa do nosso. Jesus nos convida a testemunhar o seu Evangelho. Esta é a missão dos cristãos, de hoje, como o foi no passado: preparar o caminho do Senhor, indicar Jesus ao homem e o homem a Jesus.

Pe Cícero Roberto
Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, Arara/PB.

Nenhum comentário: