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domingo, 12 de fevereiro de 2017

A Lei dos Cristãos: "Se a justiça de vocês não for maior que a dos escribas e fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus!”

Por Pe. Cícero Roberto*

Na Liturgia deste domingo (12/02), a Palavra de Deus nos convida a refletir sobre as nossas ações perante a Lei de Deus, e a prática da verdadeira justiça.

Ao povo de Israel, segundo o autor do Eclesiástico, Deus apresenta a Lei, e o propõe que escolha: “se quiseres observar os meus mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus tu também viverás. Diante de ti ele colocou o fogo e a água; tu estenderás a mão para o que quiseres. Diante de ti estão a vida e a morte” (Eclo 5,16-21). Com o passar do tempo, a prática da Lei, pelo povo de Israel, se reduziu a uma simples observância externa.

Jesus critica a falta de fidelidade e de amor à Lei e orienta para a prática da verdadeira justiça, (Mt 5,17-37). "Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus!" (Mt 5,19). Com essa crítica, Ele devolve à Lei o seu verdadeiro sentido, que é preservar a vida. “Foi dito: Não matarás... Eu vos digo: quem se encoleriza com seu irmão, será réu em juízo”. Jesus condena qualquer tipo de morte: corrupção, mentira, calúnia, ofensa... (Vs 21-22).

“Foi dito: não cometerás adultério... Eu vos digo: Quem olhar para uma mulher com desejo desonesto, já pecou em seu coração" (V 27). Jesus condena a infidelidade no matrimônio por ato e desejo, e confirma a indissolubilidade matrimonial. ”Se o olho direito leva a pecar, arranca-o e jogue-o fora...” (V 29).

"Foi dito: não jurarás falso... Eu vos digo, não jureis de modo algum... Que o vosso sim seja sim, e vosso não, seja não. Tudo que for, além disso, vem do Maligno" (Vs 36-37). Com essa advertência Jesus condena todo tipo de falsidade, de mentira. Jesus nos ensina a falar a verdade, a sinceridade.

A vida cristã não consiste apenas na observância de leis, de normas que proíbem a prática de certas ações, mas sim, preservar-se de toda impureza que brota do coração: “assassínios, adultérios, prostituições, calúnia, corrupções, ambições, orgulho, maldades e difamações (Mt 7,20-22), “pois feliz é o homem que progride na lei do Senhor” (Sl 118).

Reflexão: Para os líderes religiosos do Antigo Testamento, a prática da Lei consistia numa mera observância externa. E nós, cristãos, como observamos a lei de Deus? Com o espírito dos escribas e fariseus? Você vai à Missa por que é lei?

"Se a justiça de vocês não for maior que a dos escribas e fariseus... Vocês não entrarão no Reino dos céus". Que a nossa observância da Lei de Deus seja uma expressão sincera do nosso amor para com Deus, e para com o próximo.

*Cícero Roberto é Vigário da Paróquia N. Sra. da Piedade (Arara-PB). 

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