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quinta-feira, 2 de março de 2017

Padre Ibiapina: o pioneiro na construção de cisternas e na defesa da Caatinga nordestina


Por Artur Ferraz

Mais de 100 anos depois que o padre Ibiapina trouxe as primeiras cisternas à Paraíba, o estado conta com mais de 74 mil equipamentos de captação e armazenamento de água na região do Semiárido atualmente. De acordo com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), desde 2001, quando a entidade começou a distribuir cisternas no interior do Nordeste, 345.338 pessoas foram beneficiadas no estado.

Os dados se referem ao Programa Um Milhão de Cisternas, lançado pela ASA no início da década passada com o objetivo de combater a fome e a sede durante os períodos de seca no Sertão. O programa é uma das estratégias que vêm sendo utilizadas para garantir uma convivência sustentável com o bioma da Caatinga, cuja preservação é um dos motivadores da Campanha da Fraternidade  2017. A campanha promovida pela Igreja Católica, lançada na Quarta-feira de Cinzas (1º) em todo o Brasil, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

O trabalho em larga escala chegou à região historicamente castigada pela falta de recursos hídricos mais de um século depois que o padre Ibiapina inaugurou as primeiras cisternas na Paraíba. Pioneiro na defesa do meio ambiente na Caatinga, o religioso lutava pela construção de açudes e ensinou técnicas de cultivo aos trabalhadores do campo, inspirando outros clérigos, como o padre Cícero.

Campanha da Fraternidade 2017

O material elaborado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) descreve bioma como um conjunto de vida (animal e vegetal) que se constitui pelo agrupamento de tipos de vegetação identificáveis numa região, com condições geográficas e climáticas similares. Isso resulta em uma diversidade biológica própria.

Dessa forma, um bioma é formado por todos os seres vivos de uma determinada região, onde a vegetação é similar e contínua, o clima é mais ou menos uniforme e cuja formação tem uma história comum. No Brasil existem seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. [...] Na Paraíba a Igreja Católica vai abordar os dois biomas identificados no estado: a Mata Atlântica e Caatinga.

Fonte: G1 Paraíba

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