sábado, 8 de abril de 2017

Domingo de Ramos: cumpre-se a profecia de Zacarias

Por Pe. Cícero Roberto
(Vigário da Paróquia N. Sra. da Piedade - Arara/PB)

Neste domingo (8) vamos relembrar e celebrar dois momentos da vida de Jesus: a entrada na cidade de Jerusalém, e a abertura da Semana Santa, com a leitura da Paixão de Jesus, na Missa. Na Procissão de Ramos, vamos relembrar a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, “o seu rei vem a você, humilde e montado num jumentinho” (Zc 9,9). Cumpre-se, assim, uma antiga profecia e antecipa sua glorificação, que se dar com a Morte e a Ressurreição.

Isaías nos fala de um Profeta humilde, solidário aos sofredores, paciente no falar e no agir, que, mesmo perseguido e humilhado, ele realiza, com fidelidade, a missão de anunciador da Paz, que Deus lhe confiou, (Is 50,4-7). Esse profeta é Jesus Cristo, que existindo na condição divina, assume a condição humana, humilhou-se a si mesmo, para servir e revelar a todos os homens o amor do Pai, (Fl 2,6-11).

O Evangelho nos introduz no espírito da Semana Santa, quando vamos celebrar os principais mistérios da fé cristã: a Morte e Ressurreição de Jesus, (Mt 26,14-27,66). O evangelista não faz apenas o relato dos fatos acontecidos com Jesus, mas anuncia um mundo novo de justiça, de paz e de amor, aos que acolhem e permanecerem fiéis à Palavra de Jesus.

Mateus apresenta Jesus à Comunidade cristã, convertida do judaísmo, como o Messias anunciada pelos profetas e cumpridor da Lei: “Não vim abolir, mas dar pleno cumprimento (Mt 5,17). A Paixão de Jesus deve ser lida e compreendida à luz da Ressurreição de Cristo. Ela aponta para a realização das profecias, do Plano Salvador de Deus; elimina-se as práticas religiosas do Antigo Testamento, com seus cultos regados com as gorduras dos animais sacrificados.

Jesus foi julgado e condenado porque ensinou que Deus é Pai; que Deus ama a todos sem distinção; por ensinar que Deus é misericordioso, acolhe e perdoa os pecadores, que ninguém deve ser marginalizado, que Deus não amaldiçoa ninguém. Ensinou que os pobres os perseguidos, os injustiçados, os caluniados, por causa da verdade, são os preferidos de Deus. Advertiu os "ricos" os poderosos, os orgulhosos, dizendo que Deus os despreza, se não mudar de vida. As autoridades políticas e religiosas sentiram-se incomodadas com as constantes denúncias de Jesus, não aceitaram mudar de vida. Possuídos pela inveja, perseguiram, denunciaram, prenderam e condenaram Jesus à morte de cruz.

Este é o único caminho e verdade, ensinado e trilhado por Jesus que leva o cristão à glória, à vida plena.

Reflita: Não leve os ramos verdes apenas nas mãos, os leve, sobretudo no Coração, não para recordar a acolhida do povo a Jesus, ao entrar em Jerusalém, mas para O acolher como seu Rei; Não vamos só ouvir a leitura da Paixão, morte e Ressurreição de Jesus, mas estabelecer um itinerário de vida cristã. Lembre-se: fora do Caminho da Cruz não há Salvação.

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