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sábado, 17 de junho de 2017

Os discípulos de Jesus devem anunciar o Evangelho que contesta os geradores da opressão, do sofrimento e da marginalização do povo


Por Pe. Cícero Roberto
Paróquia Nosso Senhor do Bonfim - Serra da Raiz/PB

Deus escolhe para si o povo de Israel para ser um reino de sacerdotes e uma nação santa, para anunciar o seu Plano de Salvação, mas se observar a sua aliança (Ex 19,2-6).

O evangelista Mateus nos fala da preocupação de Jesus para com a multidão do povo que vive desorientado, sofrido e sem pastor. Por isso, chama os apóstolos e os envia em missão. Essa missão surge em função da situação desoladora das multidões “cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”; Jesus pede que reze ao Pai, para que envie operários; chama os Apóstolos, um por um, lhes confere poder divino e os envia com a seguinte recomendação: “Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 9,36-38; 10,1-8).

O objetivo dessa missão é anunciar a chegada do Reino de Deus e libertar o povo de todo e qualquer tipo de sofrimento, que o impede de viver com dignidade e em paz.

A Missão dos Apóstolos, atribuída por Jesus, é Missão da igreja, é, também, a missão de todos os cristãos de ontem e de hoje. Somos chamados a ter um olhar voltado para a realidade que se vive, libertar-se e sentir-se enviados a libertar... Assim como os discípulos, nós, também somos chamados e, pelo batismo, enviados a testemunhar nossa fé em Jesus Cristo, e a convencer os cristãos afastados a voltar a participar da Igreja.

Os discípulos foram revestidos de poder para expulsar os demônios e curar de todo tipo de doenças. Quais são os demônios, as doenças de hoje que devemos expulsar e curar?

A situação do povo de hoje não é tão diferente da do povo do tempo de Jesus. Hoje há, infelizmente, multidões cansadas e abatidas, por desprezo e falta de assistência dos atuais “pastores”. Vivemos num mundo marcado pela violência e pela corrupção. Essa realidade social exige dos cristãos, de todos nós, discípulos de Jesus, anunciar o Evangelho que contesta e desmonta os atuais "valores" geradores de opressão, sofrimento, exclusão e marginalização: Denunciar esses esquemas e combate-los é a missão de todos os batizados em nome de Cristo.

A proposta da Missão Libertadora de Jesus deve estar presente em qualquer lugar onde houver um irmão vítima da injustiça, da violência e de qualquer outro tipo de doença.

Para refletir: procure transmitir o Evangelho com alegria, coragem e esperança aos que vivem abatidos, frustrados e sem qualquer esperança de vida! Eu, você, nós cristãos católicos, procuremos ser um sinal de esperança, de amor e de ternura divina para aqueles que vivem sozinhos e marginalizados!

Lembre-se: ainda hoje há muitas “ovelhas” cansadas e abatidas sem “pastor”... Será que Cristo pode contar com você? Na Messe, na Igreja, ainda há muitas vagas para anunciar a Boa Nova da Libertação! Não seja um (a) cristão (ã) omisso, se apresente à sua Comunidade, acolha o apelo de Jesus e, ou, pelo menos rogue ao dono da Messe para que mande bons operários à sua vinha.

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