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sábado, 26 de agosto de 2017

Liturgia da Palavra: A identidade de Jesus

Ordenação. Por Nicolas Poussin (pintor francês). 1630
Pe. Cícero Roberto
Paróquia N. Sr. do Bonfim (Serra da Raiz/PB)

Pra você, quem é Jesus?

As leituras deste domingo (27/08/2017) nos convidam a refletir sobre a identidade de Jesus e o poder concedido a Pedro por Jesus. Temas fundamentais na vida de fé de cada cristão. Unidos em oração, meditando a Palavra e celebrando a Eucaristia podemos descobrir na pessoa de Jesus de Nazaré, o Messias, o Cristo, Filho de Deus, e na pessoa de Pedro, o fundamento da Igreja do Senhor Jesus.

Isaías apresenta Eleacim sendo revestido de amplos poderes sobre a casa de Davi... Essa vestidura de poder simboliza a própria figura de Pedro, sendo revestido de plenos poderes, por Jesus Cristo, para governar o novo povo de Deus, a sua Igreja (Is 22,19-23). Paulo apresenta sua grande admiração pela grandeza da obra salvadora de Deus, e por isso nos convida a contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus em favor da humanidade, (Rm 11,33-36).

O evangelista Mateus, nos apresenta dois temas fundamentais para a vida cristã de fé: A identidade de Jesus e o poder atribuído a Pedro: 1º, Jesus quer saber o que as pessoas pensam sobre a sua pessoa e o que os discípulos acham quem Ele é; 2º, Jesus entrega a Pedro as chaves do Reino de Deus, (Mt 16,13-20). Para as pessoas Jesus é um profeta extraordinário... Mas para Pedro e os Apóstolos, Jesus é “o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Pedro faz sua profissão de fé em nome da Comunidade apostólica, revelando assim a identidade de Jesus, como sendo o Messias esperado.

À confissão de fé de Pedro, Jesus põe sobre ele o fundamento da sua Igreja, como sendo a Comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o Messias, o Filho de Deus". A Igreja foi criada e existe até hoje para testemunhar Cristo, e para levar a todos os homens a proposta de salvação oferecida por Jesus, no alto da Cruz. Para isso, é confiado a Pedro o "Poder das Chaves". Uma missão particular para manter a unidade dos cristãos na fé em Cristo. Assim se cumpre a Palavra de Deus dita a Sobna, o administrador da casa real: “Chamarei meu servo Eliacim, Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá e ninguém poderá fechar; ele fechará e ninguém poderá abrir”(Is 22,19-23).

Numa sociedade dominada por um sistema corrompido e violento, que privilegia o Ter em vez do Ser, o que pensam as pessoas adultas, crianças e os jovens sobre a pessoa de Jesus? Um Salvador ou apenas uma esperança a se realizar num futuro ainda bem distante? Que imagem os nossos agentes de Pastoral tem sobre a pessoa de Jesus? A Palavra de hoje espera sua resposta.

Embora Jesus esteja presente nos lábios de muitos espertalhões, e seja cantado e decantado em versos e prosas, nas diversas linhas da literatura escrita ou falada... Pintado em cores de múltiplas faces e estampado nos mais diversos pescoços e ambientes da vida social, política, religiosa, ou familiar... Nada disso traduz a verdade sobre a identidade real de Cristo Jesus, o Filho de Deus. Infelizmente não há como negar essa caricatura pintada e visibilizada numa sociedade que não respeita os reais valores da fé cristã... É claro que não basta saber ou professar, pura e simplesmente, o nome de Jesus. É preciso amá-Lo na pessoa do outro.

Não basta saber que Jesus é o Filho de Deus, aceitar algumas verdades que se decora na catequese, que se ouviu de terceiros ou lido alguns versículos da Bíblia. Temos que segui-Lo no caminho da justiça, do amor e da verdade em nossa vida, como testemunha da fé. Assim descobriremos o que Jesus representa, de fato, em nossa vida. Cristo não é um personagem histórico do passado. Ele vive ainda hoje no menor dos irmãos, no mendigo, no migrante, no bêbado, no drogado, no pecador, no ladrão... Ele vive dentro de nosso coração. Ele vive em seus familiares, em seus irmãos. Não reconhecê-Lo é falta de fé e amor.

Descubra a felicidade de servir, de amar e de perdoar, que Cristo se encarnará em cada um de seus gestos, em cada rosto da pessoa humana que você o encontra ao longo do seu caminhar.

É dia dos Catequistas. Nossa gratidão por esses irmãos, por essas irmãs, por exercerem tão sublime ministério nas mais diversas comunidades das nossas paróquias. A vocês nossa eterna gratidão.

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