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sábado, 21 de outubro de 2017

Reflexão semanal da Liturgia da Palavra: A Deus o que é de Deus e a César o que é dele!

Dinheiro de César (entre 1600 e 1640), de Peter Paul Rubens

Por Pe. Cícero Roberto
Paróquia N. Sr. do Bonfim (Serra da Raiz/PB)

“Mestre, é permitido ou não pagar o imposta a César?...” (Mt 22, 34-40). Os que fazem essa pergunta são aliados do Imperador Romano, servem a Deus e ao diabo. A eles e a nós Jesus responde: “Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus. Com essa resposta, Jesus ensina que o amor a Deus não livra as pessoas dos seus deveres para com a nação, desde que esta respeite os direitos básicos dos cidadãos.

Jesus responde a uma questão histórica, do passado e do presente. Aos cristãos, Jesus pede que sejam luz para este mundo, que sejam o melhor cidadão entre os demais, mas cientes de que a pertença a Deus está acima de qualquer pertença deste mundo. O que é de Deus não se deve dar a Cesar.

O cristão não está livre dos encargos da lei civil, desde que esta respeite os princípios éticos do Evangelho. O cristão é um cidadão como os demais cidadãos, que desfruta dos mesmos direitos e tem os mesmos deveres civis.

O amor e o anúncio da Palavra de Deus não dependem do poder público. O cristão é livre para amar e evangelizar. O cristão, a exemplo de Jesus, não deve ter medo, deve ser livre para servir e anunciar, com a força do Espírito Santo, o Evangelho da Salvação, e de preferencia aos mais pobres.

O verdadeiro cristão, além de ser livre, deve ter consciência crítica frente ao formalismo religioso e da falta de ética evangélica, defendida por certos grupos, e para dizer que Deus e as pessoas estão acima de qualquer lei.

‘‘O homem não foi feito para a lei, mas a lei foi feita para o homem”. Com isto, Jesus declara que o direito de Deus e a obediência a Ele é maior que qualquer poder ou autoridade que se coloque acima do bem comum da sociedade.

Para você refletir: Estamos de fato dando a Cesar o que é dele e a Deus o que é de Deus? É dever cristão colaborar pela manutenção dos serviços da Casa de Deus, com o Dízimo. A Bíblia fala e condena os que "sonegam" o tributo do templo. Não podemos sonegar o ‘‘tributo”, o Dízimo a Deus.

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