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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Feminicídio: Violência contra mulher cresce na Paraíba

No ano passado, uma mulher foi estuprada por dia na Paraíba, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 376 estupros em 2016, 30% a mais que no ano anterior, quando foram registrados 289 casos.

Os crimes de feminicídio, assassinatos de mulheres motivados por machismo, cresceram 100%, mas em números absolutos estão muito aquém da realidade. Quem defende este argumento é Vani Veloso, coordenadora do Minha Jampa. Ela explica que, caso fossem tipificados corretamente, os dados oficiais sobre o crime seriam bem maiores.

“O problema é que, apesar da subscrição ‘feminicídio’ já existir nos Boletins de Ocorrência, muitas vezes os assassinatos de mulheres são registrados como simples homicídio. Isso retira da ocorrência sua motivação principal, que é o machismo, quando o homem acha que tem poder sobre o corpo da mulher.Isso acaba não refletindo a realidade da violência sofrida pelas mulheres no Estado”, disse.

Enquanto os dados aumentam, o Senado Federal lançou no último dia 28 uma consulta pública (sugestão nº 44 de 2017) sobre a extinção do termo feminicídio, proposição que contribui para o aumento das violências contra a mulher, defende Vani.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016 foram registrados 97 crimes violentos letais intencionais (CVLI) contra as mulheres, 4,7 casos por 100 mil habitantes. O número é menor que o ano anterior, quando foram registradas 114 ocorrências, mas, diante da violência destes crimes, torna impossível a sensação de segurança no Estado.

Exemplo destes casos foi o assassinato da vendedora Vivianny Crisley, que no último dia 20 completou um ano. A jovem foi golpeada na cabeça diversas vezes com uma chave de fenda, em seguida teve o corpo carbonizado com ajuda de gasolina e um pneu. Quatro homens são suspeitos de matar a jovem após sair de um bar na zona sul de João Pessoa. Todos eles seguem presos, mas ainda não foram julgados.

Informações do jornal Correio da Paraíba

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