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sábado, 25 de novembro de 2017

O Reino de Deus não é uma utopia, mas uma realidade a ser construída no hoje da história


Por Padre Cícero Roberto
Paróquia N. Sr. do Bonfim (Serra da Raiz)

Com a Festa de Cristo Rei, a Igreja Católica encerra o Ano Litúrgico e nos convida a fazer uma profunda revisão sobre a vida cristã dos leigos, como agentes da Igreja em saída.

A Parábola sobre o juízo final, Mt 25,31-46, fala da vinda do "Filho do Homem", acompanhado de seus anjos, e reunindo os povos de todas as nações aplicará a sentença final, conforme a conduta que cada um escolheu viver aqui na terra.

Geralmente se acredita que num certo dia, no fim dos tempos, Jesus voltará para separar os justos dos injustos, os crentes dos não crentes... Os fiéis irão para o Paraíso e os infiéis para o castigo eterno. Ele voltará sim, mas para devolver a cada um o que lhe pertence. Na Parábola, Jesus apresenta o amor, as obras de misericórdia como condição essencial para participar do Reino do Pai: "Vinde benditos de meu Pai… Recebei o Reino que meu Pai vos preparou..." Aos que não praticaram o amor, dirá o Rei: "Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno...". Todos se espantam e perguntam: Em que momento te servir ou deixei de te servir?

Esse é o dia do exame final sobre o destino das pessoas, crentes e não crentes. Segundo a Parábola, a participação no Reino de Deus não se dá simplesmente pela profissão ou não da fé cristã, mas pela prática do amor, da caridade. A proclamação final da sentença divina leva uns a perguntarem: Senhor, quando foi que não te vimos e te servimos? Enquanto outros dirão: Senhor, onde foi que te vimos e não te servimos?

A sentença final proferida por Jesus Cristo, Rei e Juiz, nos diz que todo e qualquer homem ou mulher que ama e pratica a justiça, sem esperar a humana recompensa, é de fato um fiel cumpridor da Lei do Amor (Rm 13,8-10). Nessa Parábola, temos uma autêntica catequese que nos ensina a aumentar, a estender a nossa compreensão de amar a Deus na pessoa dos mais necessitados.

Os reais valores da fé cristã, frutos de uma histórica luta de vida e morte dos nossos antepassados, estão sendo colocados em cheque, se não jogado no esgoto da nossa enlameada sociedade, por um pequeno grupo, ditos “intelectuais”, que usam os meios de comunicação social e as universidades para empurrar, de “goela abaixo”, alguns obscuros elementos conhecidos e manipulados como cultura. Como cristãos, como homens e mulheres de fé, temos que nos unir e defender a lei do Amor cristão, como sendo a única saída para o bem da família e da Paz na sociedade.

O Reino de Deus não é uma utopia, um sofisma, mas uma realidade a ser construída no hoje da história, através da caridade, com tempo determinado. Esse Reino está presente em nosso meio, e somente as pessoas de boa fé e vontade percebem sua presença. É vocação de todo ser humano, especialmente do cristão, trabalhar para a preservação dos valores da fé cristã e pela transformação da sociedade, onde haja justiça que defenda os direitos dos mais humildes e pobres deste mundo.


Pense e reflita: Você está consciente dos deveres do cidadão desse Reino? No seu coração, há lugar para esse Reino? Estamos trabalhando para que esse Reino chegue ao coração de todos os homens? 

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