quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Papa Francisco critica a exclusão social de índios, negros e mulheres na América Latina


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística, na Basílica de São Pedro, na tarde da terça-feira (12/12), festa de Nossa Senhora de Guadalupe.

A homilia do Pontífice baseou-se em dois grandes cânticos: o cântico de Maria, conhecido como «Magníficat», e o cântico de Zacarias, «Benedictus», que Francisco gosta de chamar de “o cântico de Isabel ou da fecundidade”.

“Milhões de cristãos no mundo começam o dia cantado: «Bendito seja o Senhor» e terminam o dia «proclamando a sua grandeza porque olhou com bondade para a pequenez de seu povo”, disse o Papa.

Riqueza dos povos da América Latina e Caribe

Segundo o Papa, “esse sentimento pode estar presente também em nossas comunidades indígenas e afrodescendentes, que muitas vezes não são tratadas com dignidade e igualdade de condições”, conforme relatos dos bispos latino-americanos, “ou nas muitas mulheres, que são excluídas por razão de gênero, raça ou situação socioeconômica; nos jovens, que recebem uma educação de baixa qualidade e não têm oportunidades para progredir em seus estudos e nem de entrar no mercado de trabalho para se desenvolver e  construir uma família, nos muitos pobres, desempregados, migrantes, deslocados, agricultores sem terra que procuram sobreviver na economia informal; nas crianças submetidas à prostituição infantil, muitas vezes ligada ao turismo sexual”.

O Papa disse ainda que “no meio dessa dialética de fecundidade e esterilidade, devemos olhar a riqueza e a diversidade cultural dos nossos povos da América Latina e do Caribe, sinal da grande riqueza que somos chamados não somente a cultivar, mas também, especialmente em nosso tempo, defender corajosamente de todas as tentativas de homogeneização que acabam impondo, sob slogans atraentes, uma maneira única de pensar, de ser, de sentir, de viver, que acabam tornando inválido ou estéril tudo o que foi herdado de nossos pais; que acabam fazendo os nossos jovens se sentirem coisa pequena por pertencerem a essa ou aquela cultura. A nossa fertilidade exige que defendamos os nossos povos indígenas, afro-americanos, mestiços, camponeses ou suburbanos, de uma colonização ideológica que cancela o que há de mais rico neles”.

Fonte: Rádio Vaticano

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