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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

A ferrovia que não chegou em Gengibre (Belém)

Foto: Estação de Pirpirituba nos anos 1950. Autor desconhecido
Era o ano de 1873, ainda sob o reinado de Dom Pedro II. Exatamente no dia 6 de setembro (84 anos depois, nessa mesma data, Belém seria emancipada), o então presidente da Província da Parahyba do Norte, Francisco Teixeira de Sá, enviou um relatório à Assembleia Legislativa Provincial solicitando a aprovação de um contrato, com o comerciante pernambucano José Alves Barbosa Júnior, para a construção de uma estrada de ferro entre a povoação de Gengibre (Belém) e a capital da província (atual João Pessoa), passando pela cidade de Mamanguape.

O jornal A Nação, editado no Rio de Janeiro, em 1873, chegou a noticiar a construção da ferrovia entre Gengibre e a capital paraibana: “[...] Contrato celebrado com o comerciante José Alves Barbosa Júnior e outros para a construção de uma estrada de ferro econômica que deve ligar a capital à povoação de Gengibre, passando pela cidade de Mamanguape (A NAÇÃO, Ano II, nº 260, 9 de dezembro de 1873, p. 3).

Por questões políticas, o contrato para a construção da ferrovia, com o trajeto Capital-Mamanguape-Gengibre, com previsão para chegar à Vila de Acari, no Rio Grande do Norte, foi rejeitado pelos deputados provinciais da 19ª legislatura, prejudicando, principalmente, a cidade de Mamanguape, a segunda mais importante da Paraíba à época, como também o crescente povoado de Gengibre.

Fonte: MIRANDA JÚNIOR, José. Da colonização portuguesa à Gengibre: construção histórica do município de Belém. Guarabira: UEPB, 2016.

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