Páginas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dez curtas-metragens produzidos no interior da Paraíba serão apresentados no Copaóba - 1º Festival de Filmes do Brejo

As vivências dos moradores da Rua Brasiliano da Costa (foto), na cidade de Belém, serão contadas através do curta 'Uma Rua do Meu Lugar', no Copaóba - 1º Festival de Filmes do Brejo. Foto: Cezar Miranda.
Imagine dez municípios localizados no interior da Paraíba reunidos na produção de filmes que contam suas histórias, lendas, mistérios e um pouco sobre o cotidiano da sua gente. O resultado de todo esse trabalho será conhecido durante o Copaóba - 1º Festival de Filmes do Brejo, evento que acontecerá nos próximos dias 14, 15 e 16 na cidade de Serra da Raiz (138 quilômetros da capital, João Pessoa), reunindo cineastas, produtores culturais e muitos amantes da sétima arte. Todas as apresentações serão gratuitas e acontecerão na Praça Iniguaçu.

Os municípios do Brejo paraibano que participarão com curtas-metragens serão Areia, Serra da Raiz, Borborema, Alagoa Nova, Bananeiras, Serraria, Belém, Alagoinha, Alagoa Grande e Solânea. 

O Copaóba - 1º Festival de Filmes do Brejo é uma realização da prefeitura de Serra da Raiz; Pró-reitoria de Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (PRAC/UFPB), por meio do Projeto ViAção Paraíba (UFPB); Rede Paraíba em Movimento (RPM) e o Fórum de Turismo do Brejo. O Festival também recebe apoio das dez prefeituras do Brejo participantes da competição.

Os dez curtas-metragens do Copaóba - 1º Festival de Filmes do Brejo foram produzidos neste ano, durante as oficinas do projeto ViAção Paraíba(UFPB), coordenado pelo cineasta Torquato Joel. O ViAção busca promover uma formação crítica nas linguagens do cinema, vídeo e televisão, além de possibilitar a interiorização do cinema no estado da Paraíba. 

“O Projeto Viação atua há quase doze anos com alunos voluntários dos cursos de Cinema, Mídias Digitais e Rádio e TV da UFPB. Existe ainda a colaboração de cineastas voluntários, já atuantes no ambiente cinematográfico da Paraíba”, disse Torquato. O cineasta é um dos coordenadores do Copaóba, trabalho realizado em parceria com a professora Dilma Brasileiro (Rede Paraíba em Movimento – RPM/PRAC/UFPB) e Ben-Hur Oliveira (secretário de Cultura de Serra da Raiz).

Os dez curtas participantes do Festival serão avaliados e concorrerão a prêmios. A comissão julgadora do Copaóba será formada por Bruno Soares, Ismael Moura e Ramon Batista, cineastas conhecidos do público, com premiações em importantes festivais nacionais e internacionais e que também apresentação suas produções no evento. O Festival ainda promoverá oficinas e atividades culturais na manhã e tarde do sábado (15 de dezembro).

Programação - A mostra de filmes e o julgamento acontecerão na sexta-feira (14), com a apresentação de cinco filmes, e também no sábado (15), com mais cinco exibições. A premiação dos classificados será no sábado.

Paralelo à competição serão apresentados curtas-metragens dos três jurados do Festival. Haverá debates sobre os filmes, oficinas, atividades culturais e passeios ecológicos na região.

As oficinas do Festival serão: Atuação para o Cinema (Cely Farias); Maquiagem e Efeitos Especiais para Cinema (Ismael Moura); Customização de Roupas (Romero Sousa); Dança - Forrobodó para Estudantes/Idosos (Yasmin Kellen e Luana Cristina) e Dança-Teatro: Integrando Saberes (Diana Barbosa).

Mais informações sobre programação, filme, sinopses e oficinas poderão ser acessadas por meio do site https://festivalCopaóba.wixsite.com/Copaóba.
Confira agora os dez curtas-metragens do Copaóba – Festival de Filmes do Brejo

Uma Rua do Meu Lugar (Belém)
Em Belém, a rua e seus sons contam as histórias do lugar.

A Loca da Nêga (Serra da Raiz)
Ao ver a natureza intocada, João deixa sua marca para provar sua passagem, assim como os que passaram antes.

A Luz do Salitro (Alagoinha)
A desobediência resulta no susto. Toda cidade comenta sobre a luz do salitro, a curiosidade leva a procura do mito.

Ex-Votos (Solânea)
A fé como instrumento de cura, João sofre acidente e recorre ao Santo para acudir sua mazela.

Imo (Bananeiras)
A lenda da pedra de Bananeiras perpetua até os dias de hoje pelo medo da população em destruir a cidade, mal lembram eles que essa destruição já está vindo por outros meios.

Bixiga (Alagoa Nova)
Um túmulo abandonado no meio da zona rural traz mistérios para a população da cidade.

Fôrro (Areia)
Entre a dor e a escuridão há um grito de liberdade.
  
Da Luta Não Fujo (Alagoa Grande)
Baseado na história de Margarida Maria Alves, uma flor que nunca morre e que trouxe esperança ao povo trabalhador de sua terra, percorrendo os locais que marcaram a sua vida de luta e as lembranças da população alagoa-grandense sobre esta grande mulher.

Sete (Borborema)
Inspirado nas belíssimas janelas da cidade de Borborema que, além de ter um grande valor arquitetônico para a cidade, refletem o conflito existente entre o interior e o exterior nas relações humanas sob a ótica cristã.

O Último Prato (Serraria)
Até quando é possível suportar a pressão em casa?

Com Assessoria do festival

Nenhum comentário: